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Epilepsia e direção de veículos

 

- Para esta matéria acesse o site da Associação Brasileira de Epilepsia e clique em público > dicas > epilepsia e direção.



Conclusão de trabalho apresentado na XXIII Reunião de LBE

Reabilitação profissional de pessoas com epilepsia - estudo série de casos. Marleide da Mota Gomes.

- Os componentes fundamentais da reabilitação da pessoa com epilepsia dependem do controle das crises epilépticas, grau de iatrogenia*, técnicas de psicoterapia, legislação adequada, além de orientação aos familiares e empregadores. Entra aí a importância do trabalho de integração sócio-econômico-cultural da pessoa com epilepsia na dependência da aceitação da sua eventual incapacidade e dos ajustes necessários para uma vida social e econômica compatíveis com seus limites.

* Comentário desse webmaster: esta variável decidiu a inclusão deste trabalho nesta página. Algumas vezes os efeitos colaterais do tratamento são mais incapacitantes do que o problema original, o que exigirá muita experiência do médico para solução da situação.

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Possibilidades de Emprego para Pessoas com Epilepsia

Hanneke M. de Boer - Ex-Presidente do IBE
Tradução: Eduardo Paulo Morawski Viana
Publicado no Brazilian Journal of Epilepsy and Clinical Neurophysiology, 5(2)1999

Pessoas jovens portadoras de epilepsia estão em desvantagem quando se fala em obter e manter empregos, podendo necessitar de assistência e treinamento especial para lidar com dificuldades específicas que podem encontrar.

As epilepsias variam muito de pessoa a pessoa na causa, expressão e prognóstico. Geralmente o tratamento antiepiléptico possibilita aos portadores de epilepsia viver sem crises entretanto, para alguns pacientes o controle das crises nunca é alcançado. Mesmo quando a epilepsia é controlada pode ser vista como barreira para o emprego, porque pode excluir os jovens de treinamento profissional.

Se a epilepsia se inicia durante a época de vida produtiva pode levar ao desemprego por longos períodos ou até definitivamente. Para fazer com que essas pessoas tenham acesso à força de trabalho pode ser necessário treinamento especial.

Esse problema foi reconhecido por várias associações européias de epilepsia, que desenvolveram um projeto relacionado ao treinamento e emprego para portadores de epilepsia. Esse projeto foi denominado Tromnational Epilepsy Training Projecr (TET) e consistia de cursos, remanejamento de funções, programa de experiência para estagiários e desenvolvimento de pacote de apoio a distância para estagiários.

Os cursos consistiam de:

Depois desse projeto desenvolvemos outro projeto de treinamento com cooperação informal com algumas agências governamentais envolvidas com assuntos de empregos e foi decidido desenvolver um projeto intermediário objetivando a integração de pessoas com epilepsia e o mercado de trabalho. O objetivo do primeiro projeto era guiar 10 pessoas com epilepsia em busca de um emprego na indústria, utilizando programas de treinamento individuais.

A participação no projeto era aberta para pessoas com epilepsia que estivessem procurando um emprego, que morassem na região que o projeto estivesse sendo executado e que tivessem concluído a escola primária. Inicialmenre os candidatos ao emprego estavam relutanres em participar, pois já haviam se frustrado inúmeras vezes.

O projeto consistia da combinação de orientação, educação e experiência de trabalho. Um programa individual foi desenvolvido para cada participante baseado em suas habilidades pessoais e sua preferência profissional.

A admissão se iniciava quando a pessoa era indicada pela terapeuta vocacional, ou pela agência governamental local ou por contato direto. Eram explicados os objetivos do projeto e em seguida feita avaliação neuropsicológica para avaliação das possibilidades e limitações. Os resultados eram discutidos com os pacientes e, durante o período subsequente, trabalhamos a aceitação da epilepsia e expectativas para o futuro.

A avaliação psicológica era feita para a avaliação da inteligência, memória, absorção de informações, personalidade, escolha e preferências profissionais. Também era avaliado se esses aspectos foram influenciados pela epilepsia ou drogas anti-epilépticas.

Após a avaliação o candidato era colocado num trabalho para que pudesse aprender a profissão de acordo com um padrão estruturado, lidar com disciplina, ser responsável por um bom rendimento no trabalho e lidar com as crises num ambiente profissional. Essa primeira colocação no trabalho podia ser seguida por outra, até que o candidato tivesse um trabalho permanente.

Durante todo o projeto, cada participante tinha seu instrutor pessoal, um assistente de trabalho. Esse assistente mantinha contato com o empregador, com o objetivo de solucionar problemas eventuais e também com o terapeuta vocacional, que também via o estagiário a cada duas semanas.

Em conclusão, podemos dizer que todos sabemos como é difícil para os portadores de epilepsia encontrar e manter empregos e geralmente necessitam de assistência especial. O descrito acima pode ser eficaz para ajudar essas pessoas e esse método pode funcionar em qualquer país. Também acredito que podemos fazer diferença e resolver pelo menos alguns dos problemas de emprego para pessoas com epilepsia. Se todos os que trabalham nessa área juntarem forças e usarem seus conhecimentos com esse objetivo, poderemos melhorar a qualidade de vida dos portadores de epilepsia e esse é o objetivo maior do IBE.

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